Wikipédia:Escrevendo sobre mulheres – Wikipédia, a enciclopédia livre

Afresco de uma romana segurando um stilo e tábuas de cera para a escrita, c. 50 CE.

Ao escrever sobre mulheres na Wikipédia certifique-se de que os artigos não usam linguagem sexista, perpetuem estereótipos sexistas ou demonstrem preconceito contra as mulheres.

Em março de 2024, 23,77% dos editores da Wikipédia em português que declararam seu gênero afirmaram ser mulher.[1] Em janeiro de 2022, a ferramenta Humaniki revelou que 22,5% das pessoas que possuem entrada no Wikidata e verbete na Wikipedia lusófona são mulheres. A lacuna de gênero, juntamente com a necessidade de fontes confiáveis, contribui para o desequilíbrio de gênero no conteúdo da plataforma.[2] Esta página tem a intenção de ajudar a identificar formas sutis e óbvias de discriminação sofrida por mulheres.

Um estudo conduzido em 2021 entre os editores da Wikipédia lusófona, mostrou que cerca de 11% dos usuários registrados declaram-se como do sexo feminino e 1,7% como outro, demonstrando a baixa participação de mulheres na comunidade.[3]

Em 17 de janeiro de 2020, a Wikipédia lusófona hospedava 73.538 biografias, das quais 13.057 (17,75%) eram sobre mulheres.[2]

Masculino não é o padrão[editar código-fonte]

Evite linguagem e imagem que tornem o homem "Eu" e o feminino o "Outro".[4] Pesquisas sobre a Wikipédia apontam a tendência das biografias sobre mulheres conterem mais vezes palavras como "mulher" e "senhora" enquanto que as sobre os homens não utilizam de palavras equivalentes mas no masculino. Isso sugere que os editores veem o masculino como o gênero padrão ou neutro e que o biografado é considerado do sexo masculino, caso não seja dito o contrário.[5][6][7]

Evite rotular uma mulher como uma escritora mulher ou uma política mulher, a menos que seu gênero seja explicitamente relevante para o artigo. Em abril de 2013, várias reportagens publicadas na mídia enfatizaram que os editores da Wikipédia em inglês moveram as mulheres de Category:American novelists para Category:American women novelists, deixando os homens na categoria principal.[8][9] Os linguistas chamam isso de marcação. Tratar um homem que é escritor como "escritor" e uma mulher como "mulher escritora" apresenta a mulher com uma ou o Outro, que requer um adjetivo para diferenciá-la do padrão masculino.[10]

Use o sobrenome[editar código-fonte]

Na maioria das situações, evite se referir a uma mulher pelo prenome, o que pode infantilizá-la.[11]: "Escolhas estilísticas de jornalistas contribuíram ainda mais para a construção paternalista" de participantes de movimentos de mães ao referirem-se às manifestantes como "meninas" e também "usando seus prenomes ao invés de seus sobrenomes como é costume quando se escreve sobre figuras políticas".[12] Como regra, após a primeira vez que o nome completo de uma mulher aparecer ("Susan Smith é uma antropóloga australiana"), refira-se novamente a ela usando o seu sobrenome ("Smith é a autora de..."). Aqui há um exemplo de correção desse uso inapropriado do prenome de uma mulher.

Às vezes, é necessário utilizar os prenomes para maior clareza da frase. Por exemplo, ao escrever sobre uma família com o mesmo sobrenome, após as apresentações iniciais, via de regra, todos podem ser referidos pelo prenome. O prenome também pode ser usado quando um sobrenome é longo ou composto e sua repetição dificulta a leitura e a escrita. Quando tomar a decisão de usar prenomes por motivos estilísticos, pense em usá-los tanto para mulheres quanto para homens.

Escrevendo o lide[editar código-fonte]

Importância do lide[editar código-fonte]

Segundo alguns autores, o lide pode ser a única parte lida de um artigo, especialmente se o usuário acessa a Wikipédia por dispositivos móveis. Então, preste muita atenção em como as mulheres são descritas no lide. Mais uma vez, dar às mulheres um tratamento "marcado" pode transmitir suposições sutis aos leitores.[13]

Primeira mulher[editar código-fonte]

Evite uma linguagem que coloque o ser mulher à frente das conquistas do sujeito. Como por exemplo, abrir o lide com "Smith foi a primeira mulher a fazer X", ou "Smith foi a primeira mulher X", imediatamente a define em termos de comparação com os homens que fizeram a mesma coisa, e pode inadvertidamente implicar: "Ela pode não ter sido uma X muito boa, mas pelo menos ela foi a primeira mulher a fazer esse algo".[14] Para evitar tais equívocos, certifique-se de que realmente ela só é notória por ser a pioneira. Caso não seja o caso, comece com sua vida, história, com a sua própria posição ou realizações, e mencione o fato de que ela é a primeira mulher a fazer algo no desenvolvimento do texto, se for necessário.

Por exemplo, nas biografias de Indira Gandhi e Margaret Thatcher, o início dos artigos fala sobre os cargos que ocuparam e menciona que elas foram as primeiras ou únicas mulheres a ocupá-los no corpo do texto.

Caixas de informações[editar código-fonte]

Infoboxes são uma fonte importante de metadados (veja DBpedia) e uma das formas de texto que pode propagar a discriminação contra as mulheres. Por exemplo, é mais provável que a palavra cônjuge apareça na caixa de informações de uma mulher do que na de um homem.[15]

Ao escrever sobre uma mulher que trabalha ou trabalhou como modelo, mas não é conhecida principalmente por esse papel, evite incluir parâmetros para cor do cabelo e dos olhos, assim como numerações sobre o busto, quadril, tamanho da cintura e peso. Se você adicionar uma infobox (estes itens não são obrigatórios), considere usar {{Info}}.

Relacionamentos[editar código-fonte]

Definindo as mulheres por seus relacionamentos[editar código-fonte]

Sempre que possível, evite definir uma mulher notável, principalmente no título ou na primeira frase do verbete, em termos de seus relacionamentos (esposa/mãe/filha). Não comece uma biografia com: "Susan Smith é filha do historiador Frank Smith e esposa do ator John Jones. Ela é conhecida por seu trabalho em teoria dos jogos."

Rijksmuseum, Amsterdã, 2017, cidade natal da artista: "Rachel Ruysch era filha de Frederik Ruysch, um professor de botânica. Seu talento artístico foi reconhecido desde cedo e ela se tornou uma renomada pintora de naturezas-mortas florais."

Pesquisadores apontam que artigos sobre mulheres na Wikipédia são mais propensos a discutir sobre a família delas, seus relacionamentos amorosos e sua sexualidade, enquanto artigos sobre homens geralmente contêm informações sobre processos cognitivos e trabalho. Isso sugere que os artigos da Wikipédia estão objetificando as mulheres.[16][a] Também é recorrente que biografias de mulheres mencionem casamento e divórcio com mais frequência do que biografias de homens.[18] As biografias que se referem ao divórcio do sujeito são 4,4 vezes mais propensas a ser sobre uma mulher na Wikipédia em inglês. Os números são semelhantes nas Wikipedias alemã, russa, espanhola, italiana e francesa.[b]

A maior frequência e explosão de palavras relacionadas a mecanismos cognitivos em homens, bem como as palavras mais frequentes relacionadas à sexualidade em mulheres, podem indicar uma tendência a objetificar as mulheres na Wikipedia[...] Os homens são mais frequentemente descritos com palavras relacionadas aos seus processos cognitivos, enquanto as mulheres são mais frequentemente descritas com palavras relacionadas à sexualidade. No texto da biografia completa, as categorias de processos cognitivos e preocupações de trabalho são mais explosivas nas biografias de homens, o que significa que esses aspectos da vida dos homens são mais importantes do que outros no nível individual."[14]

Os relacionamentos de uma mulher são inevitavelmente discutidos com destaque quando essenciais para sua notoriedade, mas tente primeiro se concentrar em seus próprios papéis ou realizações notáveis. Por exemplo, considere começar artigos sobre mulheres que foram primeiras damas, que é um papel significativo, com "serviu como Primeira Dama dos Estados Unidos de [ano] a [ano]", seguido por um breve resumo de suas realizações, em vez de "é/foi a esposa do presidente X".

Casamento[editar código-fonte]

Ao escrever sobre uma mulher que é casada com um homem, escreva "A é casada com B" em vez de "A é a esposa de B", o que coloca o homem como "possuidor". Evite a expressão "marido e mulher", que generaliza o marido e marca a esposa. Não se refira a uma mulher como Sra. John Smith; e se usar uma citação antiga que faça isso, tente encontrar e usar o próprio nome da mulher, como em: "Susan Smith (citada como Sra. J. Smith)".

Ao apresentar uma mulher como mãe de um assunto de artigo, evite a construção comum: "Smith nasceu em 1960, filho de John Smith e sua esposa, Susan". Considere se há uma razão editorial para começar com o nome do pai. Caso contrário, tente "Susan Jones e seu marido, John Smith" ou, se a mulher adotou o nome do marido, "Susan Smith" ou "Susan e John Smith". Outra estratégia para essa questão é prestar a atenção aonde existam vários exemplos de "X e cônjuge" em um artigo, e alternar a ordem dos nomes masculinos e femininos.

Links internos[editar código-fonte]

O foco nos relacionamentos em artigos sobre mulheres afeta os links internos e, portanto, os resultados dos mecanismos de busca. Um estudo descobriu que as mulheres na Wikipédia estão mais ligadas aos homens do que os homens estão ligados às mulheres. Ao escrever um artigo sobre uma mulher, se você incluir um link interno para um artigo sobre um homem, considere visitar o último para verificar se inclui informações recíprocas sobre o relacionamento. Neste caso, se o homem merece menção no artigo da mulher, provavelmente ela também é pertinente ao artigo dele. A não menção da relação em ambos pode afetar os algoritmos de busca de uma forma que discrimina as mulheres.[c]

Linguagem neutra em termos de gênero[editar código-fonte]

Use substantivos neutros em gênero ao descrever profissões e cargos: ator, autor, aviador, barman, chair, comediante, bombeiro, comissário, herói, poeta, policial. Evite adicionar gênero (piloto feminino, enfermeiro masculino), a menos que o tópico exija.

Não se refira aos seres humanos como “homem”. Frases como "o homem tem dificuldade no parto" ou "o homem é capaz de criar uma arma atômica", exemplos que ilustram o uso masculinizado da escrita. Dependendo do contexto, use humanidade, seres humanos, mulheres e homens, ou homens e mulheres.

Ordem das palavras[editar código-fonte]

A ordem em que os grupos são apresentados – “homem e mulher”, “masculino e feminino”, “Sr. e Sra., marido e mulher, irmão e irmã, senhoras e senhores, tem implicações para seu status. Por este motivo, considere alternar a ordem enquanto escreve.[21][22]

Meninas, senhoras[editar código-fonte]

Não se refira a mulheres adultas como meninas ou mulheres,[23][24][25][26] a menos que use expressões comuns, nomes próprios ou títulos que não devem ser evitados (por exemplo, dama de companhia, Primeira Dama, etc).

Uso genérico do pronome Ele[editar código-fonte]

O uso genérico do pronome Ele masculino é cada vez mais evitado em frases que podem se referir a mulheres e homens ou meninas e meninos.[27] Em vez de "cada aluno deve entregar 'sua' tarefa", tente um dos seguintes.

  • Reescreva a frase no plural: "Todos devem entregar 'suas tarefas;"[28]
  • Use pronomes femininos: "cada aluno deve entregar 'sua tarefa." Isso geralmente é feito para sinalizar a rejeição do escritor ao genérico ele;[29][30]
  • Alternar entre masculino e feminino em diferentes parágrafos ou seções;[28]
  • Reescreva a frase para remover o pronome: "as tarefas dos alunos devem ser entregues;"
  • Escreva as alternativas - ele ou ela, seu ou sua, dele ou dela, etc;

Evite usar fontes abertamente sexistas, a menos que haja uma forte razão editorial para usá-las. Por exemplo, não use sites e revistas pornográficos ou masculinos (como AskMen e Playboy) nas biografias de atrizes femininas. Além disso, tenha cuidado para não incluir trivialidades que agradam predominantemente aos homens. Uma fonte não precisa ser abertamente sexista para ser considerada um modelo ruim.

Por exemplo, a maioria das mulheres está sub-representada em algumas instituições,  tendo seu papel negligenciado tanto nas estruturas e práticas internas da empresa quanto na publicização e reconhecimento de seu trabalho ao público externo. Estas possíveis práticas sexistas e machistas demoram a se remodelar na sociedade e podem disponibilizar fontes institucionais, midiáticas e publicitárias inadequadas. Nestes casos, essas referências podem, de alguma forma, ser boas para usar como fonte para homens, mas prejudicial ao tratarem de mulheres.

Garota Alisando o Cabelo por Magnus Enckell, 1902

Evite imagens que objetificam as mulheres. Em particular, não use imagens pornográficas em artigos que não sejam sobre pornografia. Exceto quando o tema está necessariamente vinculado a ele, evite exemplos de imagens onde as mulheres são apresentadas como objetos de apreciação masculina heterossexual. Ao adicionar uma imagem de parte do corpo de uma mulher, considere cortar a imagem para focar aquela parte do corpo.

Ao ilustrar artigos sobre a saúde e o corpo das mulheres, use imagens médicas confiáveis ​​sempre que possível. Certifique-se de que as imagens representem com precisão o tópico e não induzam os leitores ao erro. Além disso, tenha especial cuidado ao usar imagens de "antes e depois" que pretendem mostrar os benefícios de um determinado tratamento. Verifique se as imagens realmente mostram a mesma mulher e se a fonte das imagens pode ser confiável.

Problemas médicos[editar código-fonte]

Ao escrever sobre a saúde da mulher, certifique-se de que as alegações médicas sejam originadas de acordo com a diretriz de fornecimento médico. Via de regra, isso significa evitar fontes primárias, que nesse contexto se refere a estudos em que os autores participaram. Em vez disso, confie em fontes secundárias revisadas por pares que oferecem uma visão geral de vários estudos. As fontes secundárias aceitáveis ​​para as alegações médicas incluem artigos de revisão (revisões sistemáticas e revisões literárias), metanálises e diretrizes médicas.

Notas

  1. Graells-Garrido, Lalmas e Menczer (2015): " O conteúdo relacionado a sexo é mais frequente nas biografias femininas do que as masculinas, enquanto o conteúdo relacionado à cognição é mais destacado nas biografias masculinas do que nas femininas."[17]
  2. Wagner et al. (2015): "Na Wikipedia em inglês, um artigo sobre uma pessoa notável que menciona que a pessoa é divorciada tem 4,4 vezes mais chances de ser sobre uma mulher do que sobre um homem. Observamos resultados semelhantes em todas as seis edições de idiomas. Por exemplo, na Wikipédia alemã um artigo que menciona que uma pessoa é divorciada é 4,7 vezes mais provável sobre uma mulher, na Wikipédia russa é 4,8 vezes mais provável sobre uma mulher e na Wikipédia espanhola, italiana e francesa é 4,2 vezes mais provável sobre uma mulher. Este exemplo mostra que um viés lexical está realmente presente na Wikipédia e pode ser observado de forma consistente em diferentes edições de idiomas. Esse resultado está de acordo com (Bamman e Smith, 2014), que também observou que nas biografias da Wikipédia em inglês as mulheres se concentram desproporcionalmente no casamento e no divórcio em comparação com os homens."[19]
  3. Wagner et al. (2015): "As mulheres na Wikipédia tendem a estar mais ligadas aos homens do que vice-versa, o que pode colocar as mulheres em desvantagem em termos de, por exemplo, visibilidade ou acessibilidade na Wikipédia. Neste raciocínio, coloca-se que os relacionamentos e questões familiares são discutidos com muito mais frequência em artigos femininos na Wikipédia do que em artigos sobre homens. Isso sugere diferenças em como a comunidade da Wikipédia conceitua homens e mulheres notáveis. Como os algoritmos modernos de busca e recomendação exploram informações estruturais e lexicais na Wikipédia, as mulheres podem ser discriminadas quando se trata de classificar artigos sobre pessoas notáveis. Para reduzir esses efeitos, a comunidade de editores poderia prestar atenção especial ao equilíbrio de gênero dos links incluídos em artigos sobre homens e mulheres e poderia adotar um vocabulário mais equilibrado de gênero quando escrevendo artigos sobre pessoas notáveis."[20]

Referências

Trabalhos citados[editar código-fonte]

Mais leituras[editar código-fonte]

Geral

Livros e artigos

(cronologicamente)
  • Lakoff, Robin. (April 1973). "Language and women's place". Language in Society, 2(1), 45–80.
  • Lakoff, Robin (1975). Language and Women's Place. New York: Harper & Row.
  • Miller, Casey; Swift, Kate. (1976). Words and Women: New Language in New Times. Anchor Press/Doubleday.
  • Spender, Dale. (1980). Man Made Language, London: Routledge and Kegan Paul.
  • Miller, Casey and Swift, Kate (1980). The Handbook of Nonsexist Writing for Writers, Editors and Speakers. New York: Lippincott and Crowell.
  • McConnell-Ginet, Sally (1984). "The origins of sexist language in discourse", in S. J. White and V. Teller (eds.). Discourse and Reading in Linguistics. Annals of the New York Academy of Sciences. New York: The New York Academy of Sciences, 123–135.
  • Cameron, Deborah. (1985). Feminism and Linguistic Theory. London: Routledge; revised 2nd edition, 1992.
  • Frank, Francine Harriet and Treichler, Paula A. (1989). Language, Gender, and Professional Writing. New York: Modern Language Association of America.
  • Cameron, Deborah (ed.) (1990). The Feminist Critique of Language: A Reader. London and New York: Routledge.
  • Penelope, Julia. (1990). Speaking Freely: Unlearning the Lies of the Fathers' Tongues, New York: Pergamon Press.
  • Tannen, Deborah (1990). You Just Don't Understand: Women and Men in Conversation, New York: William Morrow.
  • Eckert, Penelope; McConnell-Ginet, Sally. (2003). Language and Gender, New York: Cambridge University Press.
  • Curzon, Anne (2003). Gender Shifts in the History of English, Cambridge: Cambridge University Press.
  • Lakoff, Robin (2004). Language and Woman's Place (original text), in Robin Lakoff, Mary Bucholtz (ed.), Language and Woman's Place: Text and Commentaries. New York: Oxford University Press.
  • Ehrlich, Susan; Meyerhoff, Miriam; Holmes, Janet. (eds.) (2005). The Handbook of Language, Gender, and Sexuality, West Sussex: John Wiley & Sons; 2nd edition, 2014.
  • Jule, Allyson. (2008). A Beginner's Guide to Language and Gender, Bristol: Multilingual Matters.
  • Corbett, Greville G. (ed.) (2014). The Expression of Gender. Walter de Gruyter.
  • MIT Technology Review (2 de fevereiro de 2015). «"Linguística computacional revela como os artigos da Wikipedia são tendenciosos contra as mulheres"» 
  • Titlow, John Paul (2 de fevereiro de 2015). «"Mais como Dude-ipedia: Estudo mostra preconceito sexista da Wikipedia"»